A gestão de viagens corporativas deixou de ser apenas operacional. Hoje, ela impacta diretamente custos, governança e produtividade das empresas. Nesse cenário, o BID de viagens corporativas se tornou uma etapa estratégica para organizações que desejam profissionalizar seu programa de viagens, reduzir gastos e ganhar previsibilidade financeira.
Neste blog post, explicamos como funciona uma concorrência de viagens, quando ela deve acontecer e como escolher fornecedores preparados para sustentar o crescimento da empresa.
O que é um BID de viagens corporativas?
O BID de viagens corporativas é um processo estruturado de concorrência em que empresas solicitam e comparam propostas de fornecedores como agências de viagens, companhias aéreas, redes hoteleiras e soluções tecnológicas.
Mais do que buscar preços menores, o objetivo é selecionar parceiros capazes de garantir eficiência, controle e evolução contínua do programa de viagens. Sem esse processo estruturado, muitas empresas acabam operando com negociações pontuais, pouca visibilidade de gastos e dificuldade de mensurar resultados.
Por que empresas realizam concorrências de viagens?
À medida que o volume de viagens cresce, a complexidade da gestão aumenta. Custos passam a chamar atenção, surgem dúvidas sobre eficiência e a empresa percebe que precisa de mais controle.
O BID surge justamente nesse momento. Ele permite revisar contratos, atualizar tecnologia, aumentar o poder de negociação e reorganizar toda a estratégia de viagens. Por isso, é comum que empresas realizem esse processo a cada dois ou três anos, acompanhando mudanças de mercado e evolução das ferramentas disponíveis.
O ponto de partida: entender como a empresa viaja
Nenhuma concorrência funciona sem um diagnóstico sólido. Antes de conversar com fornecedores, é fundamental entender o histórico de viagens da empresa. Quando os dados são organizados, fica mais claro quem viaja, para onde viaja, com que frequência e quanto custa cada deslocamento. Esse diagnóstico revela padrões de consumo, gargalos e oportunidades de economia que muitas vezes passam despercebidos no dia a dia. Essa etapa transforma o BID em uma decisão baseada em dados e não em percepções.
Com o histórico em mãos, o próximo passo é priorizar os gastos mais relevantes. É aqui que entra a curva ABC, metodologia que classifica os custos de acordo com sua representatividade financeira.
Normalmente, uma pequena parcela das rotas concentra a maior parte do orçamento. Ao identificar esses pontos críticos, a empresa direciona a negociação para onde o impacto financeiro é maior. Isso garante foco e aumenta o potencial de economia da concorrência.
RFI e RFP: quando a empresa começa a falar com o mercado
Após o diagnóstico interno, começa a fase de interação com fornecedores. Primeiro acontece o RFI, etapa de levantamento para entender estrutura, tecnologia e capacidade de atendimento.
Na sequência vem o RFP, quando os fornecedores apresentam propostas completas com modelo operacional, tecnologia, indicadores de performance e estrutura comercial. A padronização dessa etapa garante comparações justas e decisões mais estratégicas.
A análise das propostas vai além do preço
A etapa de avaliação é uma das mais importantes do BID. É nesse momento que a empresa analisa a capacidade real dos fornecedores de gerar economia e eficiência ao longo do tempo.
Entram em cena fatores como tecnologia, automação, qualidade de atendimento, integração com sistemas internos e aderência à política de viagens. O menor preço isolado deixa de ser o principal critério. O foco passa a ser o melhor custo-benefício e a sustentabilidade dos resultados.
Leia também: Viagens Corporativas Inteligentes — Como A Tecnologia Está Transformando O Mercado
O papel da tecnologia durante um processo de concorrência em viagens corporativas
A tecnologia se tornou um dos principais critérios de decisão em concorrências de viagens corporativas. Ferramentas digitais permitem automatizar reservas, acompanhar gastos em tempo real, integrar dados com sistemas financeiros e gerar relatórios estratégicos.
Compliance e governança passaram a ser decisivos nos BIDs de viagens
Nos últimos anos, o mercado de viagens corporativas mudou de forma significativa. Temas como compliance, governança e transparência deixaram de ser diferenciais e passaram a ser critérios centrais nas concorrências.
O setor passou a discutir com mais intensidade práticas pouco transparentes, falta de visibilidade operacional, cobranças questionáveis e possíveis conflitos comerciais. Como consequência, as empresas passaram a olhar o programa de viagens com muito mais rigor.
Hoje, grandes operações estão mais criteriosas na escolha de parceiros porque entenderam que a falta de transparência não afeta apenas a operação do dia a dia. O impacto chega ao compliance, às auditorias, ao controle financeiro e até à reputação corporativa.
Por isso, os BIDs se tornaram mais técnicos e aprofundados. As empresas querem compreender como a TMC opera, de que forma os acordos são geridos, qual é o nível de governança existente e quais controles garantem a segurança da operação. Na Voetur, esse tema faz parte da estrutura do serviço. A operação conta com compliance dedicado, DPO próprio, processos estruturados e rastreabilidade das transações.
Veja mais: Governança e compliance em TMCs: os pilares que vão transformar o mercado de viagens corporativas
O que avaliar nos fornecedores durante o BID?
Durante a concorrência, é fundamental analisar aspectos que vão além da proposta financeira. Experiência com programas de viagens complexos, capacidade de gerar savings, nível de automação, governança e atendimento consultivo são fatores decisivos para o sucesso do programa. É nesse momento que empresas começam a diferenciar fornecedores operacionais de parceiros estratégicos.
Quando é hora de abrir um BID?
Alguns sinais indicam que chegou o momento de revisar o programa de viagens. Crescimento acelerado, aumento de custos, falta de visibilidade, baixa adesão à política e insatisfação com fornecedores são os mais comuns. Quando esses pontos aparecem, a concorrência se torna uma oportunidade de reposicionar a gestão de viagens e prepará-la para os próximos anos.
Por que incluir a Voetur na sua concorrência de viagens?
Ao estruturar um BID, ampliar o leque de fornecedores qualificados é essencial para garantir uma comparação realmente estratégica. A Voetur é frequentemente considerada por empresas que buscam evoluir a gestão de viagens com apoio consultivo, tecnologia e governança.
Com mais de quatro décadas de atuação no mercado corporativo, a empresa reúne experiência em programas de viagens de grande porte e atendimento a organizações com alto nível de exigência. Outro diferencial importante é a atuação consultiva ao longo de todo o ciclo do programa de viagens. Isso inclui apoio na implantação, definição de indicadores de performance e acompanhamento contínuo dos resultados.
Ao incluir fornecedores com esse perfil na concorrência, a empresa amplia a qualidade da análise e aumenta as chances de escolher um parceiro capaz de gerar resultados sustentáveis ao longo do tempo. Quando bem conduzido, ele transforma a forma como a empresa planeja, negocia e gerencia suas viagens e abre caminho para uma operação mais madura e sustentável.
Fale com um de nossos especialistas e entenda como podemos ser o melhor parceiro para suas viagens corporativas.