Muitas empresas passam semanas comparando taxas, tarifas negociadas e propostas comerciais antes de contratar uma agência de viagens corporativas. No entanto, poucos gestores avaliam um aspecto fundamental: qual será o impacto dessa escolha na gestão da operação ao longo dos próximos anos?
A verdade é que a contratação de uma agência corporativa deixou de ser uma decisão puramente operacional. Em um cenário marcado por pressão por redução de custos, exigências de compliance, necessidade de controle e crescente preocupação com a segurança dos viajantes, a agência passou a desempenhar um papel muito mais estratégico.
Hoje, uma boa agência de viagens corporativas não é responsável apenas pela emissão de passagens ou reservas de hotel. Ela contribui para a governança da operação, apoia a tomada de decisão com dados, ajuda a garantir o cumprimento das políticas internas e oferece suporte em momentos críticos.
Por isso, gestores que estão avaliando uma nova agência precisam olhar além do preço e entender quais critérios realmente fazem diferença no resultado da operação.
O papel da agência de viagens corporativas mudou
Durante muitos anos, as agências corporativas eram vistas principalmente como intermediárias entre empresas, companhias aéreas e hotéis. Esse modelo funcionava quando o principal desafio era operacionalizar reservas. Mas hoje os gestores precisam lidar com aprovação de viagens, controle de despesas, gestão de riscos, conformidade regulatória, proteção de dados, experiência do colaborador e geração de indicadores para tomada de decisão.
Nesse contexto, a agência assume uma função consultiva, atuando como parceira na gestão de viagens corporativas. A pergunta que as empresas devem fazer não é apenas “quem consegue emitir uma passagem?”, mas sim “quem consegue me ajudar a gerir toda a operação de forma mais eficiente, segura e transparente?”.
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O que uma agência de viagens corporativas faz na prática?
Uma agência especializada centraliza e gerencia diversas etapas relacionadas às viagens de negócios. Entre as principais atividades estão:
- Emissão de passagens aéreas nacionais e internacionais
- Reserva de hospedagem
- Locação de veículos
- Gestão de serviços complementares
- Atendimento ao viajante
- Apoio em alterações e cancelamentos
- Controle de despesas e reembolsos
- Aplicação da política de viagens
- Relatórios gerenciais
- Suporte em situações emergenciais
No entanto, a qualidade da entrega pode variar significativamente entre os fornecedores. Por isso, a etapa de contratação merece atenção especial. Sentir dificuldades para escolher uma agência de viagens corporativas é um processo normal, mas lembre que a TMC escolhida deve suprir todas as suas necessidades.
Sinais de alerta durante um processo de contratação de agência de viagens corporativas
Além dos critérios positivos, existem alguns sinais que merecem atenção. Desconfie quando a proposta está baseada exclusivamente em preço e não apresenta detalhes sobre metodologia, tecnologia, indicadores ou governança.
Também é importante avaliar com cautela fornecedores que não demonstram capacidade de mensuração de resultados ou que possuem pouca clareza sobre seus processos internos. A contratação de uma agência corporativa deve considerar o custo total da operação e não apenas o valor apresentado na proposta comercial.
Leia mais: Como avaliar se a precificação de uma agência de viagens corporativas é correta
Os critérios que gestores devem avaliar antes da contratação
Antes de contratar uma agência de viagens corporativas, os gestores devem avaliar aspectos que vão muito além do preço. Transparência comercial, capacidade de gerar economia, tecnologia, inteligência de dados, atendimento, compliance, gestão de riscos e suporte consultivo são fatores que impactam diretamente os resultados da operação.
Uma boa agência deve oferecer visibilidade sobre sua remuneração e processos, ajudar a reduzir custos por meio da gestão eficiente das viagens, disponibilizar ferramentas integradas que simplifiquem a rotina dos usuários e transformar dados em informações estratégicas para tomada de decisão.
Também é fundamental contar com atendimento ágil em situações críticas, processos sólidos de governança e compliance, recursos de duty of care para proteger os viajantes e uma atuação consultiva capaz de identificar oportunidades de melhoria contínua.
Mais do que emitir passagens e reservar hotéis, a agência ideal deve atuar como uma parceira estratégica, contribuindo para maior controle, segurança, eficiência e previsibilidade na gestão das viagens corporativas.
Checklist para avaliar uma agência de viagens corporativas
Antes de tomar uma decisão, verifique se a agência oferece:
- Atendimento 24 horas
- Ferramenta de reservas online
- Integração com sistemas corporativos
- Gestão de despesas
- Dashboards e BI
- Aplicação automática da política de viagens
- Estrutura de compliance
- Processos auditáveis
- Recursos de duty of care
- Suporte consultivo contínuo
Quanto mais itens forem atendidos, maior tende a ser a maturidade da operação.
Mais do que emitir passagens, sua agência de viagens precisa gerar valor
Em um mercado cada vez mais pressionado por eficiência, controle e transparência, gestores precisam avaliar fornecedores capazes de gerar valor além da emissão de reservas. Tecnologia, compliance, inteligência de dados, atendimento e capacidade consultiva são fatores que impactam diretamente os resultados da operação.
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