A GBTA Convention 2026 mostrou que o mercado de viagens corporativas vive um novo momento de evolução. O setor continua crescendo, mas fatores como tecnologia, inteligência artificial, mudanças econômicas e novos modelos de gestão estão transformando a forma como as empresas planejam, negociam e administram seus programas de viagens.
Representando a Voetur Viagens, o Sócio-Diretor Humberto Cançado e a Gerente Comercial e de Parcerias Globais, Carolina Gaete, acompanharam de perto a programação com o objetivo de entender como essas mudanças impactam a gestão de viagens corporativas e quais oportunidades devem surgir para empresas e gestores nos próximos anos.
Um dos momentos mais aguardados da convenção foi a divulgação da nova edição do GBTA Business Travel Index (BTI), estudo que acompanha anualmente o desempenho do mercado global. Segundo o BTI 2026, os gastos globais com viagens corporativas devem alcançar US$ 1,71 trilhão em 2026. De acordo com a GBTA, esse crescimento é impulsionado por uma atividade econômica mais forte do que o esperado, redução das tensões comerciais na segunda metade do ano e efeitos das taxas de câmbio.
Pela primeira vez, o estudo também estimou o volume global de viagens corporativas, projetando 1,84 bilhão de viagens de negócios em 2026. Entre os principais números apresentados durante o evento destacam-se:
- US$ 1,71 trilhão em gastos globais previstos para 2026;
- 1,84 bilhão de viagens corporativas estimadas para este ano;
- Brasil na 10ª posição entre os maiores mercados de viagens corporativas do mundo;
- US$ 35,8 bilhões em Business Travel Spending (BTS);
- 13,8% de crescimento previsto para o Brasil, maior projeção entre os dez maiores mercados globais.
Os números mostram que o setor continua em expansão, mas também revelam um cenário em que controlar custos e aumentar a eficiência operacional passa a ser ainda mais importante para empresas e gestores.
O desempenho brasileiro foi um dos destaques apresentados durante a convenção. O Brasil ocupa atualmente a 10ª posição entre os maiores mercados globais de viagens corporativas, movimentando aproximadamente US$ 35,8 bilhões. Entre os dez maiores mercados mundiais, o Brasil apresenta a maior expectativa de crescimento para 2026, com 13,8%, superando países como Japão, Coreia do Sul e Reino Unido. Segundo a GBTA, esse cenário acompanha o fortalecimento das Américas, impulsionado pela estabilidade econômica, investimentos em tecnologia, inteligência artificial e infraestrutura digital.
O crescimento de setores como energia, mineração, engenharia e tecnologia também foi um tema abordado, devido serem setores que ampliam naturalmente a demanda por viagens corporativas ligadas a implantação de projetos, visitas técnicas, operações e desenvolvimento de negócios. Mais do que apresentar números positivos, a GBTA Convention 2026 reforçou uma mudança importante na forma como o mercado enxerga a gestão de viagens corporativas.
A inteligência artificial esteve entre os assuntos mais presentes da programação. Em edições anteriores, o tema aparecia principalmente como tendência, mas desta vez a IA foi apresentada como ferramenta prática para apoiar processos já consolidados dentro das empresas. Entre os principais temas debatidos durante a convenção estiveram:
- inteligência artificial aplicada à análise de dados;
- automação de processos;
- apoio à precificação;
- evolução dos processos de RFP;
- relacionamento com fornecedores;
- integração entre plataformas;
- uso de dados para apoiar decisões estratégicas.
As discussões mostraram que a expectativa do mercado já não está apenas em automatizar tarefas, mas em utilizar tecnologia para ampliar visibilidade, eficiência e qualidade das decisões.
A experiência do viajante também foi um tema abordado. Pesquisas apresentadas durante a convenção indicam que, independentemente do canal utilizado para reservar uma viagem, transparência, clareza das informações e confiança continuam sendo fatores determinantes para empresas e viajantes.
Outro tema bastante presente foi a evolução da gestão de viagens. As discussões reforçaram que as empresas passam a olhar cada vez mais para o custo total da viagem, considerando produtividade, deslocamento, hospedagem, alimentação, logística e retorno esperado para o negócio, e não apenas o preço da passagem aérea. Dados apresentados durante a convenção mostram que 32% dos gastos globais com viagens corporativas correspondem ao transporte aéreo, enquanto 21% estão relacionados à hospedagem, concentrando mais da metade do investimento mundial em viagens de negócios.
Um movimento destacado pela GBTA Convention 2026 foi a influência dos novos ciclos de investimento sobre a demanda por viagens corporativas. Investimentos em inteligência artificial, construção de data centers, infraestrutura digital e transição energética aparecem entre os principais fatores que impulsionam novos deslocamentos de negócios em diferentes regiões do mundo. No caso brasileiro, energia e mineração foram apontados como setores estratégicos para o crescimento da demanda por viagens corporativas, acompanhando projetos ligados à engenharia, operações e serviços especializados.
Ao longo dos três dias de programação, a principal mensagem deixada pela GBTA Convention 2026 foi que as viagens corporativas continuam crescendo, mas passam a ser cada vez mais orientadas por tecnologia, inteligência de dados e decisões estratégicas. Para a Voetur Viagens, acompanhar de perto essas discussões é uma forma de transformar os principais aprendizados do mercado em conhecimento para clientes e parceiros, contribuindo para programas de viagens mais eficientes, preparados para novos cenários e alinhados às transformações que vêm moldando o setor.