Quando falamos em RFI (Request for Information) no contexto de viagens corporativas, ainda há dúvidas sobre como e quando aplicar esse instrumento na rotina de contratação de fornecedores.
A confusão ocorre porque o mercado apresenta diferentes abordagens para a escolha de parceiros. Por isso, compreender a diferença entre RFI e processos formais de contratação é essencial para garantir eficiência, transparência e controle de custos na gestão de viagens.
Neste artigo, você vai descobrir:
- qual é o conceito de RFI e como ele funciona nas viagens corporativas;
- como funciona o processo de contratação tradicional em viagens corporativas;
- quando usar o RFI ou o processo de contratação em viagens corporativas.
Qual é o conceito de RFI e como ele funciona nas viagens corporativas?
O RFI, ou Request for Information, é um documento utilizado para coletar informações preliminares sobre fornecedores antes de avançar para etapas mais formais de contratação.
Diferentemente de uma proposta comercial definitiva, ele serve como uma fase exploratória, na qual a empresa busca entender melhor as capacidades, a estrutura e os diferenciais de potenciais parceiros.
No universo das viagens corporativas, o RFI funciona como uma ferramenta estratégica para gestores que ainda não sabem qual fornecedor atende melhor suas necessidades.
Por exemplo, se sua empresa está considerando implementar uma política de viagens mais estruturada ou expandir operações para novas regiões, o RFI permite mapear quais TMCs têm experiência nessas áreas específicas.
Além disso, esse processo ajuda a identificar aspectos importantes como tecnologias disponíveis, cobertura geográfica, modelos de atendimento e até mesmo a cultura organizacional do fornecedor.
Assim, o RFI é indicado quando a empresa ainda precisa conhecer o mercado e as soluções disponíveis, ajudando a ganhar tempo e a evitar problemas nas etapas seguintes do processo.
Leia também: RFP de viagens corporativas: um guia prático para quem precisa negociar melhor
Como funciona o processo de contratação tradicional em viagens corporativas?
O processo de contratação tradicional é mais estruturado e envolve etapas formais de análise e comparação. Geralmente, começa com a elaboração de um RFP (Request for Proposal) ou RFQ (Request for Quotation), documentos que solicitam propostas comerciais detalhadas dos fornecedores pré-selecionados.
Nessa fase, os principais passos incluem:
- definição clara dos requisitos técnicos e comerciais;
- envio do documento formal para fornecedores qualificados;
- recebimento e análise das propostas;
- comparação de custo-benefício entre as opções;
- negociação final e formalização do contrato.
Enquanto o RFI busca informações para orientar decisões futuras, o processo tradicional trabalha com critérios definidos e busca a melhor proposta dentro de parâmetros estabelecidos. Aqui, o foco está em detalhes como valores, prazos, condições de pagamento e níveis de serviço.
A grande diferença é que o processo de contratação tradicional pressupõe que a empresa já sabe o que precisa e está pronta para avaliar propostas concretas.
Por isso, as respostas recebidas são mais objetivas e permitem comparações diretas entre fornecedores, facilitando a tomada de decisão baseada em dados quantitativos e qualitativos.
Essa abordagem é fundamental quando há clareza sobre os objetivos da gestão de viagens e quando a empresa busca otimizar custos sem abrir mão de qualidade e segurança para seus colaboradores.
Quando usar o RFI ou o processo de contratação em viagens corporativas?
A escolha entre RFI e processos formais de contratação depende diretamente do nível de maturidade da sua empresa em relação à gestão de viagens e do conhecimento prévio sobre fornecedores disponíveis no mercado.
O RFI é mais adequado quando:
- sua empresa está iniciando ou reestruturando a gestão de viagens corporativas;
- você não tem conhecimento profundo sobre as TMCs disponíveis no mercado;
- há necessidade de mapear diferentes soluções antes de definir critérios técnicos;
- a empresa está expandindo operações para novas regiões ou países;
- é preciso entender tecnologias e inovações disponíveis no setor.
Por outro lado, o processo de contratação tradicional faz mais sentido quando:
- as opções de fornecedores já foram mapeadas e qualificadas;
- a empresa tem uma política de viagens definida e sabe exatamente o que busca;
- há urgência na contratação e os critérios já estão claros;
- o objetivo é comparar propostas comerciais específicas;
- existe histórico de relacionamento com fornecedores do setor.
Como escolher o processo ideal para sua empresa?
A escolha do processo ideal depende de alguns fatores estratégicos que devem ser avaliados com cuidado. Primeiro, considere o nível de complexidade das viagens corporativas da sua empresa. Operações simples podem não necessitar de um RFI extenso, enquanto estruturas mais complexas se beneficiam dessa fase de descoberta.
Avalie também o impacto financeiro de cada abordagem. O RFI pode demandar mais tempo inicialmente, mas reduz riscos de contratações inadequadas que geram custos ocultos e retrabalho. Já processos tradicionais são mais ágeis quando você já conhece suas necessidades.
Por fim, leve em conta a capacidade da sua equipe de analisar informações. O RFI gera volume considerável de dados qualitativos que precisam ser processados adequadamente. Se sua empresa tem recursos limitados, talvez seja mais eficiente partir direto para uma contratação formal com fornecedores já conhecidos.
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Saber quando usar um RFI ou um processo formal de contratação ajuda a tornar a gestão de viagens mais eficiente, combinando conhecimento de mercado, agilidade, transparência e controle de custos.
Aproveite para saber mais sobre o assunto e confira desafios e boas práticas no que diz respeito ao consentimento de dados em viagens corporativas e a LGPD.